BUSCA GERAL
 
 
Subescrever
 
 
As histórias e reflexões de um otimista incorrigível -
Atualizado Segunda-feira 21 do Dezembro do 2009
 
 
Editora Planeta 2009

Data: 14/12/2009
Bem Paraná

Um otimista incorrigível
Michael J. Fox


Em livro, o ator Michael J. Fox conta como tem convivido com a doença de Parkinson nos últimos dez anos.Um dos avanços que os produtores do filme não imaginaram foi a explosão dos telefones celulares. McFly aparece falando em cabines telefônicas e ligando para números residenciais.

O único momento em que Michael J. Fox fica em paz com seu corpo é quando está dormindo. Sua mente está em repouso total e a baixa atividade cerebral faz com ele não sofra os espasmos característicos das pessoas que sofrem com a doença de Parkinson. De manhã, quando ainda está dormindo, seu cérebro começa a receber as primeiras instruções neurais e pronto: braços e pernas começam a se contorcer. O ator do filme "De Volta Para o Futuro" (1985) acorda com os movimentos involuntários de seu corpo. A cena, um tanto dramática, está na introdução do livro "Um Otimista Incorrigível", de autoria de Fox, lançado neste mês pela Editora Planeta, que conta como o ator tem convivido com a doença nos últimos dez anos. Ao sair da cama, Fox toma dois comprimidos que irão acalmar os espasmos. Mas até o efeito do medicamento começar a ser sentido, caminhar até o banheiro, escovar os dentes e vestir as roupas, torna-se uma maratona. Na saída do quarto, o ator se olha em um grande espelho e evita enxergar sua versão alarmante: "molhada, tremendo, enrugada, embaraçada e um pouco curvada", como ele mesmo escreve. Prefere acreditar que "a partir de agora o dia só melhora." Mesmo tendo de enfrentar as inúmeras dificuldades que o Parkinson lhe traz, Fox escolheu não sucumbir ao problema e isso fica claro do título do livro até a última linha das 253 páginas. "Descrevo minhas próprias experiências o mais preciso e honesto que posso. Se afastarmos nossos desapontamentos e abraçarmos nossos sucessos, permitimos que a possibilidade para coisas boas aconteça de forma instintiva", diz o ator, em declaração divulgada junto com o material disponibilizado para a imprensa. No título original em inglês, "Always Looking Up" (Sempre Olhando para Cima), o ator tenta passar uma mensagem de otimismo, mas também faz uma brincadeira com sua baixa estatura, 1,65 m. "A maior parte da minha interação com o mundo e com as pessoas nele requereram que eu inclinasse um pouco a cabeça para trás e olhasse para cima", escreve no livro. Longe de ser melancólico, Fox prefere escrever com graça. "Para mim, ter senso de humor é absolutamente crucial", diz. Dividido em quatro partes, consideradas por ele os alicerces de sua vida: Trabalho, Política, Fé e Família, o livro mostra como o ator continuou a atuar nessas áreas depois de assumir publicamente em 1998 que sofria da doença desde 1991. Fox inicia o primeiro capítulo contando como foram os últimos dias no set de filmagem da série "Spin City", em 2000. Atuar estava ficando cada vez mais difícil com os espasmos evidentes. Outros sintomas que Michael J. Fox descreve são a falta de expressão facial e a dificuldade de falar. Em 2000, o artista criou uma fundação que leva seu nome para investir em pesquisas que busquem a cura do doença de Parkinson, tornando-se referência em todo o mundo. Além disso, Fox defende as pesquisas com células-tronco, projeto ao qual aderiu junto com o ator Christopher Reeve (morto em 2004), que interpretou o Super Homem no cinema em 1978. Mas é nos capítulos dedicados à fé e à família que ele assume o tom mais pessoal. Sem medo de classificar sua obra como autoajuda, Fox faz de suas recordações uma manifesto de superação e de declaração de amor à mulher e aos quatro filhos. O futuro de Marty McFkey chegou? Se o calendário Maia estiver certo, o mundo acabará em 2012. Se as previsões futurísticas do longa "De Volta Para o Futuro 2" (1989), um dos três filmes da série que consagrou Michael J. Fox, também estiverem corretas, o mundo ainda vai durar, pelo menos, três anos, já que a história se passa em 2015. Mas não dá para acreditar muito no que o personagem Marty McFly vê no futuro. Algumas ‘previsões’ feitas no longa estão longe de virar realidade. É o caso, por exemplo, da coroação da Rainha Diana. Lady Di morreu em 1997 e antes disso já tinha se separado do príncipe Charles. E, mesmo que estivesse viva, a atual Rainha, Elizabeth II (pelo menos até hoje) ainda não morreu. McFly e o Dr. Emmett ‘Doc’ Brown (Christopher Lloyd) leem essa informação no jornal "USA Today", ainda impresso em papel. Um dos avanços que os produtores do filme não imaginaram foi a explosão dos telefones celulares. McFly aparece falando em cabines telefônicas e ligando para números residenciais. Mais do que isso, o filme mostra discos a laser, mas do tamanho dos ‘bolachões’ de vinil. Hoje, nem disco laser, vinil e K7 sobreviveram. A música se propaga mesmo pela internet (que não existe no filme) e em MP3. Porém, a grande previsão não concretizada são mesmo os skates voadores, chamados de Hoverboards. Hoje em dia, os praticantes do esporte ainda não abandonaram a boa e velha prancha de madeira e suas rodinhas. Outras previsões, no entanto, se mostraram certeiras, como o fato de ser possível assistir a vários canais na TV ao mesmo tempo e de haver propagandas direcionadas a cada pessoa (como o Google faz com seus usuários). Os outdoors digitais também estão por toda parte em 2009 como estavam no 2015 da ficção. Previsões mais simples como videogames sem joystick, câmeras espalhadas pela cidade, cirurgias plásticas sendo feitas a todo momento e videoconferências de fato viraram realidade. E antes de 2015. (F.B.C.)


Acesse Link:

http://www.bemparana.com.br/index.php?n=130057&t=as-historias-e-reflexoes-de-um-otimista-incorrigivel

 
 
 
Já sabe como funcionam?
 
Mover Fechar[X]