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| Um otimista incorrigivel - Michael J. Fox - Editora Planeta do Brasil 2009 |
A cena é famosa e serviu de inspiração para muita gente nos anos 1980. Alguém dizia: "Você é um covarde, Marty McFly". O sinal de alerta na cabeça daquele jovem de uns 18 anos acendia. McFly se virava, fazia cara de enfezado e cravava: "Ninguém me chama de covarde". As plateias dos cinemas deliravam com aquele baixinho meio loser, com quem qualquer adolescente podia se identificar. McFly foi o herói de uma geração. E nunca foi covarde. Leia a introdução de 'Um otimista incorrigível', de Michael J. Fox Michael J. Fox, ator que interpretou McFly na trilogia "De volta para o futuro", também não. Depois de construir uma carreira de 25 anos como astro de cinema e TV, Fox veio a público em 1998 para revelar ao mundo que sofria do Mal de Parkinson. O significado do anúncio era imenso para um astro que, pouco antes, havia recebido um Globo de Ouro como protagonista da série americana de comédia "Spin City" - entre os sintomas do Parkinson, a perda de expressão facial, a dificuldade de fala e o descontrole motor são barreiras para um ator. Mas a coragem de Fox não parou por aí: em 2000, ele criou a Fundação Michael J. Fox, uma instituição cujo principal objetivo é descobrir a cura do Parkinson e que se tornou referência no mundo. De um ator de talento, Fox, então, virou um exemplo. - Eu acredito que nossas vidas são suficientemente amplas para que os sucessos superem as decepções. Se você se dá a oportunidade de que alguma coisa boa aconteça, este será seu caminho instintivamente - diz ele, em entrevista por e-mail ao GLOBO. O tom conselheiro da afirmação de Fox tem tudo a ver com outra de suas atividades recentes, desenvolvidas em paralelo à fundação. Em 2002, ele lançou o livro "Lucky man" ("Homem de sorte", em tradução livre, inédito no Brasil), em que narra como foram os primeiros anos de convívio com o Parkinson. Já em 2009, ele publicou "Um otimista incorrigível", um relato autobiográfico sobre seus últimos dez anos de vida. A obra chega, este mês, às livrarias brasileiras pela editora Planeta. - O livro começa na minha saída de "Spin city". Foi ali que eu passei a pensar no que aconteceria, e já estava acontecendo, com minha vida. Trata da doença, claro, mas também das coisas boas que se seguiram, como meu trabalho e minha família. Eu percebi que precisava encontrar uma perspectiva para continuar em frente. Então escrevi este relato em torno de meus alicerces, que são o trabalho, a política, a fé e a família. Olhando através desses temas, eu pude embarcar numa jornada de autodescoberta - conta.
Acesse os Links:
http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/11/14/michael-fox-conta-em-livro-seus-anos-com-mal-de-parkinson-914761517.asp
http://www.portocultura.com.br/literatura/index.php?id=8&idNot=5310
http://www.maxpressnet.com.br/noticia.asp?TIPO=PA&SQINF=407103 |