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| Editora Planeta 2011 |
Veículo: UP Brasil
Data: 17/01/2011
A extraordinária engenhosidade e a ousadia dos bandidos que, em 2005, furtaram mais de R$ 150 milhões da agência do Banco Central em Forteza continua a fascinar o público e instigar a indústria cultural. Prova disso é o lançamento, neste mês, do livro "Toupeira - A história do assalto ao Banco Central", de Roger Franchini, romance inspirada no caso.
A obra inaugura a nova coleção da editora Planeta, Grandes Crimes. Ela chega ao mercado poucos meses antes do longa-metragem "Assalto ao Banco Central", dirigido pelo ator e cineasta Marcos Paulo. O filme, rodado entre o Rio de Janeiro de Brasília no ano passado, está em fase de finalização. Segundo os produtores, a previsão de estreia é 22 de julho. No elenco, estão atores como Milhem Cortaz, Giulia Gam, Lima Duarte e o cearense Gero Camilo.
Experiência
Franchini é advogado e trabalhou por seis anos como investigador na Polícia Civil de São Paulo. A experiência e o contato com o submundo da ilegalidade ajudaram o autor a construir a história de Toupeira, marcado por um enredo envolvente.
"A ideia de escrever o livro nasceu como parte do projeto de uma coleção sobre grandes crimes no Brasil. Esse tipo de produção é comum na Europa, por exemplo", explica Roger Franchini. "Analisamos os casos que seriam mais interessantes. Eu já conhecia Fortaleza e ouvi muitas histórias sobre o furto ao BC. Então sugeri que começassemos por ele".
A magnitude do furto ao Banco Central em Fortaleza justifica a escolha do autor. "No Brasil, é o grande crime bancário. A grandiosidade, a engenhosidade e a ousadia dos bandidos trouxe uma sensação de desproteção. Era um túnel de quase 100 metros, cavado sob o nariz da polícia, além da soma vultuosa de dinheiro subtraída do cofre. No fim, ninguém sabe onde foi parar metade dela", enumera Franchini. "A vida criminosa em si é uma coisa que atrai bastante o público. As pessoas se interessam pela vida do bandido, baseada na insurgência contra o Estado de Direito", opina o escritor.
Segundo Franchini, a pesquisa para escrever o livro foi baseada nas informações dos autos da investigação do crime. "Queria passar o desafio enfrentado pelo juiz, ao analisar os argumentos da defesa e de acusação, o que diziam provas, o Ministério Público Federal, a dúvida até para chegar a uma conclusão", ressalta o autor. E detalha: "Para isso fui ao Fórum e pesquisei os autos, olhei oitivas, provas da perícia, inquéritos, fui ao local onde foi feito o túnel. Não queria me deixar influenciar por opiniões, então não conversei com policiais envolvidos na investigação".
Confira matéria inteira:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=918682
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